Mundo
Guerra no Médio Oriente
"Últimos esforços". Trump acredita em "vitória" e num acordo de paz com o Irão em breve
Donald Trump está confiante de que haverá progressos nas negociações com o Irão dentro de dias. Apesar de a guerra estar a prejudicar a popularidade da Administração norte-americana, o presidente acredita que os Estados Unidos vão declarar "vitória total" a Teerão.
A diplomacia norte-americana está nos "últimos esforços" para chegar a um acordo com o Irão, com vista a pôr fim ao conflito no Golfo. Isto segundo Donald Trump.
"Estamos a dar os últimos passos para o que será um acordo muito, muito bom", afirmou Trump na madrugada desta terça-feira, depois de assistir ao terceiro jogo final da NBA em Nova Iorque, estimando um prazo de "dois a três dias" para que o acordo seja concluído.
Face à escalada de preços do petróleo, o presidente dos EUA tenta mostrar que os principais objetivos militares foram alcançados e que o acordo de paz está em fase final.
"Temos boas hipóteses" de assinar um acordo dentro de "dois ou três dias", reafirmou, sem fornecer quaisquer detalhes sobre o motivo do novo otimismo. "Estamos muito perto de ter um acordo muito, muito bom, forte e poderoso".
Mantendo o mesmo otimismo, Donald Trump ainda sugeriu que o Estreito de Ormuz poderia ser aberto em "dois ou três dias" se um acordo com Teerão for alcançado.
"A entrada será imediata após a assinatura do acordo", disse, insistindo que o Irão não terá permissão para possuir armas nucleares nos termos do acordo.
"Se formos bombardear — o que poderíamos fazer muito facilmente se quiséssemos, e passássemos mais duas ou três semanas a bombardear — eles não terão absolutamente nada. Mas o estreito [de Ormuz] não ficará aberto durante meses", acrescentou. "Se fizermos o bombardeamento, sabem, muitas pessoas vão morrer. Quem quer fazer isso? Eu não".
Os mediadores, liderados pelo Paquistão, estão a tentar há semanas chegar a um acordo. No entanto, tanto o Irão como os Estados Unidos têm assumido posições intransigentes. Washington quer que o Irão renuncie ao seu 'stock' de urânio enriquecido, que se acredita ainda estar enterrado no país após os ataques aéreos norte-americanos na guerra de 12 dias em 2025. E Teerão recusa-se a fazê-lo e exige o alívio das sanções, além de querer a libertação dos ativos congelados, antes mesmo de um acordo final entrar em vigor, o que Trump rejeita.
Trump admitiu, esta terça-feira, que não há "pontos de atrito" que impeçam um acordo, embora a gestão do estreito, a forma como os ativos iranianos congelados serão liberados e a guerra de Israel contra o Líbano tenham contribuído para o impasse nas negociações até agora.
"Estamos a dar os últimos passos para o que será um acordo muito, muito bom", afirmou Trump na madrugada desta terça-feira, depois de assistir ao terceiro jogo final da NBA em Nova Iorque, estimando um prazo de "dois a três dias" para que o acordo seja concluído.
Face à escalada de preços do petróleo, o presidente dos EUA tenta mostrar que os principais objetivos militares foram alcançados e que o acordo de paz está em fase final.
"Temos boas hipóteses" de assinar um acordo dentro de "dois ou três dias", reafirmou, sem fornecer quaisquer detalhes sobre o motivo do novo otimismo. "Estamos muito perto de ter um acordo muito, muito bom, forte e poderoso".
Mantendo o mesmo otimismo, Donald Trump ainda sugeriu que o Estreito de Ormuz poderia ser aberto em "dois ou três dias" se um acordo com Teerão for alcançado.
"A entrada será imediata após a assinatura do acordo", disse, insistindo que o Irão não terá permissão para possuir armas nucleares nos termos do acordo.
"Se formos bombardear — o que poderíamos fazer muito facilmente se quiséssemos, e passássemos mais duas ou três semanas a bombardear — eles não terão absolutamente nada. Mas o estreito [de Ormuz] não ficará aberto durante meses", acrescentou. "Se fizermos o bombardeamento, sabem, muitas pessoas vão morrer. Quem quer fazer isso? Eu não".
Os mediadores, liderados pelo Paquistão, estão a tentar há semanas chegar a um acordo. No entanto, tanto o Irão como os Estados Unidos têm assumido posições intransigentes. Washington quer que o Irão renuncie ao seu 'stock' de urânio enriquecido, que se acredita ainda estar enterrado no país após os ataques aéreos norte-americanos na guerra de 12 dias em 2025. E Teerão recusa-se a fazê-lo e exige o alívio das sanções, além de querer a libertação dos ativos congelados, antes mesmo de um acordo final entrar em vigor, o que Trump rejeita.
Trump admitiu, esta terça-feira, que não há "pontos de atrito" que impeçam um acordo, embora a gestão do estreito, a forma como os ativos iranianos congelados serão liberados e a guerra de Israel contra o Líbano tenham contribuído para o impasse nas negociações até agora.
O presidente norte-americano tem ameaçado várias vezes retomar os bombardeamentos em grande escala contra o Irão, embora tenha recuado na maioria das vezes, considerando que novos ataques vão manter o Estreito de Ormuz sob o controlo efetivo do Irão e levarão a uma escalada extremamente perigosa de ataques contra os estados do Golfo aliados dos EUA.
Num tom ainda mais informal, Trump disse aos jornalistas que Israel e Irão estavam em conflito há milhares de anos e que, após a sua intervenção, ficariam em paz por pelo menos uma semana.
Trump confirma queda de helicóptero em Ormuz
Nas últimas horas, um helicóptero do exército norte-americano caiu perto do Estreito de Ormuz. Os dois tripulantes foram resgatados com segurança.
A causa da queda do helicóptero está em investigação. A informação inicialmente divulgada pelo jornal New York Times, mas acabou confirmada pelo presidente Trump.
A causa da queda do helicóptero está em investigação. A informação inicialmente divulgada pelo jornal New York Times, mas acabou confirmada pelo presidente Trump.
Questionado pelos jornalistas, o presidente dos EUA respondeu que "os pilotos estão bem" e que ninguém ficou ferido.
“Vamos divulgar um relatório amanhã, mas os pilotos estão bem”, garantiu.
“Vamos divulgar um relatório amanhã, mas os pilotos estão bem”, garantiu.
A causa do acidente continuava por esclarecer esta madrugada no Médio Oriente, que ainda recupera da troca de bombardeamentos entre o Irão e Israel nos dois dias anteriores, no maior golpe até agora ao frágil cessar-fogo na guerra com o Irão.
Os helicópteros Apache têm sido um recurso fundamental para as forças armadas norte-americanas na imposição do bloqueio aos carregamentos de petróleo bruto e aos petroleiros iranianos, numa tentativa de pressionar Teerão a chegar a um acordo.
Os helicópteros têm também sido utilizados pelos Emirados Árabes Unidos para abater drones iranianos durante a guerra com o Irão.
Os helicópteros Apache têm sido um recurso fundamental para as forças armadas norte-americanas na imposição do bloqueio aos carregamentos de petróleo bruto e aos petroleiros iranianos, numa tentativa de pressionar Teerão a chegar a um acordo.
Os helicópteros têm também sido utilizados pelos Emirados Árabes Unidos para abater drones iranianos durante a guerra com o Irão.
C/agências